sexta-feira, 7 de novembro de 2008

MORCEGOS - SINISTROS, MAS NEM TANTO...

Algumas lendas trazem histórias de mortos que saem de suas covas, transformam-se em morcegos para, durante a noite, sugar o sangue de indefesos seres humanos. São os vampiros.
Mas fora da ficção, os morcegos não são esses monstros sedentos de sangue sempre a espreita de vítimas infelizes.
Únicos animais mamíferos capazes de voar, os morcegos representam 25% de toda a fauna de mamíferos do mundo, ou seja, são cerca de mil espécies identificadas. Pertencem a ordem Quiróptera (do grego cheiró=mão; pterón=asa). A asa do morcego é semelhante à mão humana, porém, seus dedos são alongados e existe uma pele que se liga aos dedos, possibilitando ao morcego voar. Possuem uma grande variedade de tamanhos e formas, podem ter uma envergadura de cinco centímetros até dois metros. Eles têm enorme capacidade de adaptação a qualquer ambiente e ampla variedade de hábitos alimentares. Os morcegos podem se alimentar de frutas, néctar, pólen, artrópodes, pequenos vertebrados e peixes. Somente três espécies se alimentam de sangue (são hematófagos), encontrados apenas na América Latina e no Sul do México. Desta maneira contribuem substancialmente para o equilíbrio dos ecossistemas, pois atuam como polinizadores, dispersores de sementes e controladores das populações de insetos (algumas espécies ingerem 200 ou mais insetos em apenas alguns minutos de vôo). Possuem o fantástico sentido de ecolocalização ou biosonar e através da orientação por ecos, podem voar por entre obstáculos ou caçar suas presas. Eles emitem ondas com frequência muito alta, pelas narinas ou pela boca, dependendo da espécie. Essas ondas atingem obstáculos no ambiente e voltam na forma de ecos com frequência menor. Esses ecos são percebidos pelo morcego. Com base no tempo em que os ecos demoraram a voltar, nas direções de onde vieram e nas direções de onde nenhum eco veio, os morcegos sentem se há obstáculos no caminho, as distâncias, e as formas. Algumas espécies já estão ameaçadas de extinção. O desaparecimento dos morcegos poderá resultar em desequilíbrio e os inconvenientes resultantes poderão ser piores que os causados pela simples proximidade destes animais.

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