terça-feira, 3 de junho de 2008

SUBSTÂNCIAS, MOLÉCULAS E ÁTOMOS


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Vídeo extraído do Youtube

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A QUÍMICA DOS CORANTES

Segundo a wikipédia “um corante é toda substância que, se adicionada a outra substância, altera a cor desta. Pode ser uma tintura, pigmento, tinta ou um composto químico”. A humanidade sempre foi fascinada por cores. Há 20.000 anos caçadores da Era Glacial já utilizavam pigmentos para fazer inscrições rupestres nas paredes das cavernas, criando obras que resistem até os dias atuais.
Alguns tecidos que revestiam as múmias egípcias eram coloridos.
Com o tempo, muitos corantes naturais foram sendo descobertos e artificiais foram inventados.
O uso de corantes artificiais iniciou-se em 1856. Hoje, mais de 90% dos corantes empregados são sintéticos.
Entretanto, muitos corantes naturais utilizados na antiguidade ainda são empregados, e em larga escala, como o índigo, um pigmento azul, extraído da indigofera tinctoria, e a henna, utilizada até mesmo na indústria de cosméticos.
Até nosso país deve o nome a um corante: era do pau-brasil que se extraía um pigmento capaz de tingir tecidos com cores fortes, como vermelho, rosa ou marrom.
Atualmente, existem mais de oito mil compostos diferentes no mercado. Essas substâncias podem ser tanto orgânicas como inorgânicas. Elas dão cor à nossas casas, papéis, roupas, carros e alimentos.
Na indústria de alimentos alguns corantes são usados com mais freqüência.
Os aditivos alimentares permitidos encontram-se classificados por "famílias" que têm a ver com a função que exercem. A cada um corresponde um código, constituído pela letra E seguida de três algarismos. Os corantes vão de E100 a E199, os conservantes de E200 a E299, os antioxidantes de E300 a E330, havendo ainda estabilizantes, espessantes, emulsionantes, gelificantes, antiaglomerantes, acidulantes, potenciadores do sabor coadjuvantes dos antioxidantes.
Pela legislação brasileira no rótulo deve vir descrito a classe do aditivo (corante) e o nome por extenso e/ou INS. Os corantes artificiais devem apresentar no rótulo a indicação: COLORIDO ARTIFICIALMENTE.

Do urucum são fabricados os corantes naturais mais difundidos na indústria de alimentos, ou seja, os produtos do urucum representam aproximadamente 70 % (em quantidade) de todos os corantes naturais e 50 % de todos os ingredientes naturais que têm função corante nos alimentos. Dele são produzidos corantes com vasto uso em salsicharias, laticínios e cereais; corantes com grandes aplicações em produtos alimentícios como: massas recheios e produtos oleosos e condimentos como o colorau ou colorífico, muito comum na culinária brasileira e na América Latina.

Outro corante utilizado em larga escala na indústria de alimentos é o carmin de cochonilha.
Cochonilha é um corante extraído do extrato seco de fêmeas do inseto Coccus cactis. Estes insetos são encontrados com freqüência no Peru, Ilhas Canárias e, mais recentemente, na Bolívia, onde são cultivadas normalmente em plantações de palmas (cactos).


Da colheita é extraído um corante de cor vermelho violeta, com muito boa estabilidade ao calor, pH e oxidação.
Suas principais aplicações são em laticínios, doces, geléias, sorvetes, bebidas alcoólicas e cosméticos, para dar o colorido vermelho ou seus matizes.
A Cúrcuma ou açafrão brasileiro é de onde se extrai um corante cujo principal pigmento é a curcumina. É uma planta originária da Ásia, cultivada na China, Índia, Ilhas do Caribe e América do Sul. O principal produtor é a Índia.
No Brasil, a cúrcuma é vendida na forma de tubérculos (raízes), e também de pó desidratado, com vasta aplicação em culinária e em molhos de mostarda.
Como corante, seu uso ainda não é grande, mas é encontrado com freqüência para dar cor a massas alimentícias, sobremesas e sorvetes. Clorofila é o mais abundante pigmento vegetal encontrado na natureza. Existe em todas as plantas verdes e em muitas algas. A clorofila é a responsável pela fotossíntese das plantas.
O pigmento natural tem sua molécula de magnésio substituída por cobre para ficar mais estável à luz e ao calor, recebendo o nome de feofitina de cobre, pigmento este solúvel em óleo. Após a saponificação tem-se a clorifilina de sódio e cobre que é solúvel em água.
As aplicações mais comuns do corante de clorofila são em sorvetes, massas de vegetais, sobremesas e também na indústria farmacêutica e da higiene pessoal. Páprica doce é um pimentão cultivado na Espanha, América do Sul, Índia e Etiópia. Da páprica doce se extrai um corante oleoresina de cor vermelho-alaranjado, cujos principais pigmentos são a capsorrubina e a capsantina. Em menor quantidade também estão presentes o beta caroteno, licopeno, violaxantina e outros.
Na América do Sul, existem plantações organizadas de páprica no Brasil, Argentina e Chile. Porém, a produção do oleoresina requer equipamentos de extração e destilação de solventes de grande porte e devido o baixo consumo no Brasil, estes corantes ainda são importados.
As aplicações mais comuns dos corantes de páprica são em molhos condimentados, maioneses e embutidos cárneos.
Da beterraba roxa extrai-se um corante de cor vermelho intenso, cujo principal pigmento é a betaina ou batalina.
Dos corantes naturais, a beterraba é a mais instável com relação ao pH, luz, calor e oxidação. Por isso, é pouco usado como corante para alimentos. Este corante é usado no preparo de sorvetes, doces e na indústria de laticínios, confeitos e congelados.

Antocianina é um grande grupo de pigmentos hidrossolúveis, responsáveis pela coloração dos morangos, framboesa, uvas, batata roxa, repolho roxo, etc. Os corantes de antocianina são fabricados normalmente a partir de cascas de uva, cujo pigmento é a antocianina. Devido à solubilidade e à mudança de cor em função do pH, este corante possui uso restrito a produtos que normalmente são fabricados a partir de frutas que contêm: sorvetes de uva, geléias, vinhos compostos etc.

terça-feira, 13 de maio de 2008

QUÍMICA EXPERIMENTAL - PROVETA

Aparelho, normalmente graduado, usado para medir volumes variáveis de líquidos, dentro de sua escala, sem grande precisão. Pode ser fabricada em vidro ou plástico, com volumes que normalmente variam entre 5 e 2000 mililitros. Para a medida de volumes mais precisos e exatos, é preferível o uso das pipetas.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

QUÍMICA EXPERIMENTAL - BÉQUER

O béquer ou Becker é usado para dissolver uma substância em outra, preparar soluções em geral, inclusive soluções exotérmicas, aquecer líquidos sobre tela de amianto e realizar reações.

De modo grosseiro pode-se efetuar medidas com o copo de Becker, pois a sua medida é muito imprecisa (normalmente com precisão variante em 5% do marcado). Seu uso é recomendado para experimentos em que esteja presente pelo menos um sólido. Feito de vidro pyrex refratário ou de polímeros como o polietileno ou o polipropileno, o bécker pode ser utilizado em uma ampla faixa de temperatura. Suas capacidades volumétricas mais comuns são 80, 125, 250 e 400 mL, mas indo até 4 L ou mais entre os feitos de vidro e 20 L entre os de polímeros.

domingo, 11 de maio de 2008

QUÍMICA EXPERIMENTAL - TUBO DE ENSAIO

Usado para realização de reações químicas em pequena escala, ou seja, reações com pequenas quantidades de reagentes. Pode ser aquecido diretamente na chama do bico de Bunsen, com cuidado.

sábado, 10 de maio de 2008

QUÍMICA EXPERIMENTAL - ENLENMEYER

Inventado pelo químico alemão Emil Erlenmeyer, é utilizado no aquecimento de líquidos sobre tela de amianto e integra várias montagens como filtrações, destilações e titulações. Devido a seu gargalo estreito, é usado para dissolver substâncias e agitar soluções. Sua parede em forma de cone invertido evita que o líquido em seu interior espirre para fora.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

QUÍMICA EXPERIMENTAL

A Química é a ciência que estuda as propriedades das substâncias e as combinações dessas substâncias para formar outras. Ela é uma ciência experimental.
Ela trata dos elementos que constituem a natureza, de suas propriedades combinatórias, características, formas de obtenção, e aplicações. Ela estuda os materiais naturais e artificiais, suas transformações químicas e as variações de energia envolvidas. Porém, para sua compreensão é necessário o conhecimento e manejo de alguns materiais e instrumentos que são usados com mais freqüência nas aulas experimentais.
Veremos aqui alguns desses equipamentos.

Tubo de Ensaio
Béquer
Proveta
Enlenmeyer 

segunda-feira, 5 de maio de 2008

A ALQUIMIA

Desde a Grécia Antiga a vontade de entender os segredos do universo já intrigava as pessoas.
Aristóteles, um filósofo grego, acreditava que tudo o que havia no mundo era feito de quatro elementos: fogo, terra, ar e água. O fogo era fonte de energia e calor. A terra dava forma e substância às coisas. O ar significava o espaço vazio, o movimento, os sons e cheiros. E a água era o solvente que dava unidade e equilíbrio à mistura dos elementos.
Para Aristóteles, a quantidade de cada um desses elementos combinados é que dava à matéria suas mais diversas aparências.
Esse pensamento dos quatro elementos foi aceito durante muito tempo.
Séculos após os gregos, durante a Idade Média, homens que viveram na Europa e no Oriente tentaram ir além: entender melhor os mistérios da matéria. Esses homens eram os alquimistas.
Al, é um termo árabe, para designar Ser Supremo ou Todo-Poderoso, como Al-lah. O termo alquimia, designa a ciência de Deus, ou seja, a química de Al.
Os Alquimistas, desde o início da Era Cristã até o século XVII, buscavam incansavelmente obter a pedra filosofal e o elixir da longa vida, num misto de ciência com muito misticismo, pois eles acreditavam que praticando a alquimia purificariam além da matéria o espírito. Transformar metais em ouro e um elixir que curasse todas as doenças. Era isso que os alquimistas buscavam em seus laboratórios, na idade média, por meio de experimentos com o fogo, a terra, o ar e a água (os quatro elementos).

Foram eles que legaram à ciência moderna a descoberta de muitas substâncias, como subproduto de seus estudos, dentre eles podemos citar: a porcelana, vários ácidos (ácido sulfúrico), gases (cloro), metais (antimônio), técnicas físico-químicas (destilação, precipitação e sublimação), além de instrumentos de laboratório e algumas técnicas das quais se valeram mais tarde, outros cientistas.
Nicholas Flamel foi um dos maiores alquimistas da história. Ele nasceu em 1330, na França. A partir de 1380, começa a dedicar-se a experimentos alquímicos. Cerca de dez anos mais tarde ao início dos experimentos, ele teria conseguido transmutar metais em prata e ouro e inicia a realização de um grande número de obras de caridade como a construção de igrejas, hospitais, abrigos, decorando-os com pinturas e esculturas contendo símbolos alquímicos. Tanto ele como sua esposa gozavam de uma saúde invejável e não aparentavam a idade que tinham, segundo alguns devido aos conhecimentos alquímicos de Flamel. Conta a lenda, que após a sua morte, ladrões violaram o seu túmulo em busca de ouro, mas não encontraram nem ouro, nem o corpo de Flamel. É por isso que dizem que, além da pedra filosofal, ele descobriu também o elixir da longa vida, e que está vivo até hoje.

Nostradamus ou Michel de Notre-Dame foi médico, alquimista e astrólogo. Nasceu em 14 de dezembro de 1503. Suas profecias ficaram tão conhecidas que chegam a ofuscar o restante de sua obra. Foi convidado por um alquimista, Julius César Scalinger, para conhecer suas pesquisas e permaneceu um tempo em sua casa. Acabou se casando com Marie Auberligne, grande estudiosa e auxiliar de Scalinger em seus experimentos. Foi nesta época que Nostradamus passou a aprofundar-se na Alquimia, utilizando a biblioteca escondida de Scalinger, porque nesse tempo era proibida qualquer prática alquímica.

Paracelso é o pseudônimo do alquimista e médico suíço Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Honheim. Nasceu em 17 de dezembro de 1493 na Suíça e tinha como princípio que a Pedra Filosofal da alquimia não devia ser somente para a procura do ouro e da prata, mas também de medicamentos para melhorar as condições de saúde do corpo humano, e assim, providenciar a forma de alcançar a vida eterna. Afirmava que “O homem não está na natureza; ele é da natureza.”

Roger Bacon viveu em torno do ano 1250 e foi um dos mais sábios estudantes da Alquimia, realizando até mesmo transmutações de metais. Bacon trabalhou no Calendário Juliano, aperfeiçoou instrumentos de óptica, fabricou a pólvora e aproximou-se muito dos princípios que permitiram a fabricação de óculos e telescópios alguns anos mais tarde. Foi preso duas vezes, pois os Franciscanos não toleravam seus questionamentos.

Isaac Newton, nasceu em 04 de janeiro de 1643, em Londres. Era alquimista, matemático e físico e foi um dos maiores gênios de todos os tempos. Desde pequeno já tinha uma enorme inteligência, resolvia problemas e criava engenhos. Sempre foi obstinado por seus livros e aos vinte e sete anos foi eleito Professor Titular de Matemática da Universidade de Cambridge. Nesta mesma época elaborou o cálculo infinitesimal. Publicou a obra Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, onde expunha sua teoria para a explicação do universo, baseada na atração da matéria.
Newton acreditava que a Alquimia deveria permanecer secreta e por esse motivo nunca publicou os resultados de seus experimentos alquímicos. Deve-se a isto o fato de pouco se saber a respeito. Newton buscava na Alquimia encontrar a estrutura do microcosmo. Apesar de seus intensos estudos sobre o assunto, que duraram de 1668-1696, ele não conseguiu explicar as forças que governam os corpos pequenos. Em 1940, baseado nos manuscritos deixados por Newton, foi escrito o livro “Os Fundamentos da Alquimia de Newton".

Com o passar do tempo, o caráter místico da alquimia foi desaparecendo, e no final do século XI, na época da Inquisição, muitos dos alquimistas que trabalhavam para a nobreza européia tornaram-se médicos e astrólogos.
A figura representa um laboratório da idade média.

sábado, 26 de abril de 2008

POEIRA DAS ESTRELAS 05

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domingo, 20 de abril de 2008

O JULGAMENTO DE GALILEU

Em 22 de junho de 1633, numa sala do convento dominicano de Santa Maria Sopra Minerva, em Roma, encerrou-se um dos episódios mais controvertidos da história: o julgamento de Galileu Galilei pela Santa Inquisição, sua condenação e subseqüente renúncia à crença de que a Terra gira em torno do Sol.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

TRANSGÊNICOS

Atualmente avançadas técnicas de engenharia genética possibilitam a manipulação da base molecular da vida, os genes, de forma a obter organismos vivos contendo material genético de outros organismos vivos. São os transgênicos, ou organismos genéticamente modificados (OGM).

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